Estabelecer metas para aumentar a qualidade de vida

METASPessoas com dor podem contar com diferentes recursos para melhorar a qualidade de vida e diminuir o impacto da dor em sua vida. Estabelecer metas pode ser um desses recursos. No post de hoje, vamos explicar como as metas podem ser úteis. Também vamos dar algumas dicas sobre como estabelecer as suas metas e colocar algumas ações em prática.

Quando se tem dor crônica, a meta mais óbvia é ter alívio da dor. Muitas pessoas buscam primeiro estar completamente sem sentir dor para só então pensar em metas de vida. No entanto, nem sempre é possível o alívio total e em certas ocasiões, o processo de tratamento leva um certo tempo. E enquanto isso a vida continua. Pensar em metas possíveis pode gerar um senso de propósito e um sentimento maior de estar no controle sobre a própria vida. 

Além da Dor deste sábado terá as medicações como tema

Singu Centro Dor Thais VanettiAs medicações no tratamento da dor: este será o tema abordado pala Dra. Thaís Vanetti na próxima edição do evento ALÉM DA DOR, que acontecerá no próximo sábado (28 de Março), das 10h às 12h30, no Singular - Centro de Controle da Dor. O Além da Dor é um evento de educação para pessoas com dor crônica, que traz a cada mês um profissional de saúde, para explicar sobre alguns temas específicos e compartilhar dicas com os participantes. A convidada deste mês, Dra. Thaís Vanetti é anestesiologista e médica de dor, certificada com o FIPP (Fellow of Interventional Pain Practice). No Brasil, apenas 10 profissionais receberam esta certificação internacional, oferecida pelo WIP (Instituto Mundial da Dor). No evento de sábado, Dra. Thaìs falará sobre as medicações mais utilizadas no tratamento da dor, seus principais efeitos e como lidar com elas de uma maneira mais efetiva. O evento é gratuito e aberto a todos que quiserem participar. AS VAGAS SÃO LIMITADAS: para participar, basta mandar e-mail para Esta dirección de correo electrónico está siendo protegida contra los robots de spam. Necesita tener JavaScript habilitado para poder verlo. ou ligar para (19) 3251-2312.

 

 

 

além da dor cortada

 

 

 O evento Além da Dor ocorrerá uma vez por mês ao longo de 2015, sempre trazendo um tema diferente relacionado a dor e seu tratamento. O evento acontece sempre aos sábados, pela manhã e tem entrada gratuita, com vagas limitadas. Através do encontro mensal, a equipe do Singular pretende promover a educação das pessoas sobre temas importantes relacionados à dor crônica, favorecendo a troca de informações e experiências, o que pode contribuir muito para a promoção de saúde e qualidade de vida dessas pessoas. Familiares também podem participar do evento. 

Uma reflexão importante sobre o uso de corticoides - texto do Dr. Charles Amaral de Olvieira

Charles 01Neste post, reproduzimos um texto escrito pelo Dr. Charles Amaral de Oliveira para o blog Mundo Sem Dor. No texto, ele faz uma reflexão a respeito do uso de corticoides e do tratamento da dor atualmente.

 Corticoide - é tudo igual?

 "Acabo de ler a Super Interessante de março de 2015. Incentivado por pacientes que citaram a reportagem, li o artigo “A dor que não passa nunca”. Para quem não leu, resumidamente, é um relato da dor de uma paciente anônima, médica, que ao cair sentada três dias antes de sua formatura em 2010, fraturou o cóccix (último ossinho da coluna, próximo ao ânus) e que, na busca de um tratamento adequado, acabou com dores causadas pelos próprios tratamentos adotados.

  A partir daí foi submetida a inúmeros procedimentos, desde ressecção do cóccix até implante de um eletrodo medular para um melhor controle da dor. O pior é que a expectativa dos melhores resultados não se concretizou e na reportagem acompanhamos a descrição do sofrimento dela, com dores 24 horas, 7 dias por semana, 365 dias no ano. Ao final, ela cita que seu diagnóstico atual de aracnoidite adesiva, uma inflamação de uma membrana que envolve a medula espinhal, e por aderir à medula espinhal, provavelmente seja o motivador de suas dores.

 Prometo escrever brevemente um post sobre esta condição; mas, neste momento gostaria de tecer dois comentários sobre o que foi escrito, com o único propósito de levar informações aos meus leitores, sem querer julgar, pois não conheço o caso nem a paciente. 

 Na reportagem, há uma referência que tudo piorou com o uso de corticoide (um antiinflamatório) no espaço peridural, e que a partir desse momento, iniciou esse quadro de aracnoidite adesiva (uma inflamação de uma das membranas que envolve a medula espinhal). Isto é possível, principalmente quando injetado inadvertidamente no espaço subaracnoideo, porém esse fato tem uma ocorrência baixíssima e quando ocorre, não obrigatoriamente evolui para aracnoidite adesiva.

Agora, considere que a peridural com corticoide é o procedimento intervencionista mais realizado para o controle da dor no mundo. São milhares todos os dias. Hoje, à luz da ciência, o questionamento não é, usar corticoide ou não, e sim, qual o melhor corticoide a utilizar — particulado ou não particulado?

 Isto me leva ao meu primeiro comentário: o paciente precisa estar ciente sobre os dois tipos de corticoide. Por exemplo, a metilprednisolona, corticoide particulado citado no procedimento submetido pela paciente da reportagem, possui partículas maiores que o diâmetro de pequenas artérias da coluna e, se injetado inadvertidamente nestas artérias, pode obstruí-las e causar consequências sérias. Em contrapartida, um corticoide não particulado como a dexametasona não apresenta tal risco de obstrução arterial, porém seu período de ação é menor e, portanto, tem menor eficácia. De uma forma geral, damos preferência para os corticóides  particulados na coluna lombossacral e os não particulados nas demais.

Existem casos em que os benefícios sobrepõem os riscos. No ano passado, nós que trabalhamos no manejo da dor,  testemunhamos o surgimento de casos de Síndrome Dolorosa Complexo Regional (SDCR) supostamente iniciados após a campanha de vacinação do HPV. Segundo os epidemiologistas, o benefício da vacinação em massa, com a possível diminuição na incidência do câncer de colo de útero, sobrepõe os riscos de alguns casos (trágicos por sinal!) da SDCR.

Quero dizer que as peridurais com corticóide, em mãos experientes e realizados sob visualização do intensificador de imagens, são procedimentos muito seguros mas não isentos de riscos, como em qualquer outro procedimento médico.

 Meu outro comentário é que segundo a reportagem, a paciente preferiu não ser acompanhada por um psicólogo. Como muitas vezes já apontamos aqui no blog, dores crônicas levam ao sofrimento e uma expansão na intensidade da dor. Portanto, um acompanhamento psicológico com profissional experiente é fundamental para um melhor controle da dor, associado é claro, ao atendimento de outros profissionais que compõem a equipe multidisciplinar".

 

Você sabe o que é dor neuropática?

nervos2Estudos apontam que sete em cada cem pessoas têm dor com características neuropáticas. A dor neuropática é um tipo de dor que costuma ter um grande impacto na vida de quem sofre com elas. Em comparação com outros tipos de dor, costuma ser mais intensa e estar associada a incapacidade, e uma considerável diminuição na qualidade de vida.

A dor neuropática surge como uma consequência direta de uma lesão ou doença que afete o sistema somatossensorial. Os sintomas mais comuns são dor em choque ou em queimação, formigamento e sensações alteradas.

Os principais exemplos de condições de dor neuropática são: radiculopatia lombar (mais conhecida como "ciática"), neuralgia pós herpética (dor pós herpes zoster), neuropatia diabética e neuropatia causada por HIV. Há também a dor neuropática pós-cirúrgica, que ocorre quando algum nervo é lesionado durante uma cirurgia.

Além disso, a dor neuropática pode surgir após um AVE ou lesão da medula espinhal, na esclerose múltipla e em diversas outras condições neurológicas e metabólicas. Até mesmo dores que não costumam surgir de condições especificamente neuropáticas podem ter características neuropáticas, como em certos casos de osteoartrite e dor oncológica.

O tratamento farmacológico mais indicado para a dor neuropática envolve medicamentos anticonvulsivantes, como gabapentina ou pregabalina, e antidepressivos, como amitriptilina e duloxetina. Outros recursos importantes a serem considerados para o tratamento são os procedimentos minimamente invasivos, como Radiofrequência ou bloqueios anestésicos. Exercícios físicos orientados e psicoterapia podem ser importantes recursos auxiliares no tratamento dessas condições.

A IASP (Associação Internacional para o Estudo da Dor) escolheu o ano de 2015 como o Ano Mundial contra a Dor Neuropática, com o objetivo de desenvolver uma maior consciência sobre esta condição e contribuir para o seu tratamento mundo todo. A campanha inclui atividades educativas para profissionais de saúde, líderes governamentais e o público em geral.

O site da IASP conta com vários textos informativos sobre dor neuropática. O material está escrito em diversas línguas, inclusive Português. Portanto, para saber mais sobre o assunto, clique no link: http://www.iasp-pain.org/Advocacy/Content.aspx?ItemNumber=3934

Equipo Interdisciplinario

 

Dra. Gabriela de Lima Freitas

Dra. Gabriela de Lima Freitas

Psiquiatra y acupuntora.

 

 
Ana Paula Cachola Carvalho

Ana Paula Cachola Carvalho

Psicóloga.

 

 
José Luiz Dias Siqueira

José Luiz Dias Siqueira

Psicólogo.

 

 

 

Sílvia Maria Bordignon da Costa

Sílvia Maria Bordignon da Costa

Enfermera.

 

 
Raquel Valentim

Raquel Valentim

Enfermera.

 

 
Luciana Magri

Dra. Luciana Magri

Nutricionista.

 

 

 

Dr. Rodrigo Antunes de Vasconcelos

Dr. Rodrigo Antunes de Vasconcelos

Fisioterapeuta.

 

 
Juliano Xidieh

Juliano Xidieh

Fisioterapeuta.

 

 

 

 
  • Mari

    Mari

    "Já tinha consultado inúmeros médicos sem resultado algum...o Singular fez toda a diferença no momento crítico pelo qual passei. Além dos profissionais competentes, o tratamento humanitário foi destaque durante o tratamento." Lea Más
  • Marcelo

    Marcelo

    "23 anos de dor lombar crônica. No começo de tudo a dor era insuportável, 24 hs por dia; nessa época já não esperava mais nada, era como mais uma consulta, mas foi através do tratamento de bloqueios e fármacos específicos Lea Más
  • Priscilla

    Priscilla

    "Confio plenamente em toda equipe que cuida de mim...estou evoluindo cada dia mais...minha vida não parou." Lea Más
  • Lucinda

    Lucinda

    Acho que nunca me acostumei com a dor, e saber que era possível me livrar dela me fez chegar até aqui, um lugar tão Singular, que certamente simbolizará um novo jeito de caminhar, um novo destino com projetos e possibilidades. Lea Más
  • Omar

    Omar

    DR CHARLES e DR FABRÍCIO dois Profissionais e dois seres humanos , sem palavras..... Lea Más
  • Marcelo

    Marcelo

    No início de 2013 comecei a sentir dores constantes na região cérvico-toráxica. Não sabia as causas e muito menos o diagnóstico para aquele incômodo muscular que passou a ser diário. Com o passar do tempo a dor começou aumentar de intensidade e de duração. Lea Más
  • Anderson

    Anderson

    É difícil mensurar minha satisfação atual, assim como era difícil suportar tanta dor e sofrimento pelo qual passei quando do início de meu tratamento junto à clínica singular, em especial pelo atendimento prestado pelo Dr. Charles. Lea Más
  • Gláucia

    Gláucia

    Procurei o Dr. Fabrício em decorrência de um pós operatório frustrado. Cheguei a primeira consulta totalmente fatigada, abaixo do meu peso, muita olheira por  noites mal dormidas e com uma grande expectativa quanto a solução para o alívio das dores Lea Más
  • Rodrigo

    Rodrigo

    Assim como o ano de 2016, o de 2017 para mim inicia-se com um enorme otimismo e as melhores expectativas possíveis! Todo esse otimismo está embasado no belíssimo papel que a Clínica SINGULAR desempenha em minha vida e na de Lea Más
  • Rosalva

    Rosalva

    Quero agradecer à toda equipe da Clínica Singular, todos, sem exceção, atenciosos, sempre presentes e muito gentis.  Em especial ao fisioterapeuta Rodrigo Vasconcelos que me auxiliou com exercícios e após conversar com o Dr. Rafael Barreto Silva  do Instituto da Lea Más
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