andré editada2014 foi um ano de muitas conquistas para Dr. André Marques Mansano. Ao concluir o período de 2 anos de “Fellowship” em Medicina Intervencionista da Dor no Singular, ele foi convidado para se juntar ao quadro de sócios da clínica, ao lado de Dr. Fabrício Dias Assis e Dr. Charles Amaral de Oliveira. Além disso, em novembro, foi o único brasileiro aprovado este ano no exame para a certificação internacional em Medicina Intervencionista da Dor, o FIPP (Fellowship of Interventional Pain Practice), promovido pelo WIP (World Institute of Pain). O Blog Singular o entrevistou para saber um pouco mais sobre estas conquistas e sobre a sua trajetória profissional. Leia a seguir a primeira parte da entrevista:

Blog Singular: Dr. André, no final de Novembro você foi aprovado no exame para o certificado FIPP. Conte para nós como é o exame?

Dr. André Mansano: Esta é uma prova realizada pelo WIP em Miami, em Maastricht (Holanda) ou em Budapeste (Hungria) e visa certificar os profissionais que trabalham com intervenção em dor. O objetivo principal é saber se estes profissionais fazem os procedimentos da melhor forma, em especial se os fazem da forma mais segura possível. O principal foco é a segurança, pois sabemos que a formação nessa área é algo extremamente heterogênea.

Qual é o conteúdo dessa prova?

A prova é composta de três fases: uma fase teórica, com 100 questões de múltipla escolha, uma prova oral, em que dois examinadores do WIP apresentam casos clínicos e perguntam a respeito de diagnóstico, propedêutica e tratamento, avaliando seu conhecimento na área. Por fim, são sorteados quatro procedimentos para cada candidato realizar em cadáveres sob a avaliação de dois examinadores credenciados pela WIP.

Antes de realizar a prova, você fez os dois anos de Fellowship no Singular. Como você acha que essa experiência contribuiu para sua aprovação para o FIPP?

Acho que minha experiência como fellow no Singular contribuiu 100% para o resultado, pois foi uma formação muito sólida, desde a base teórica até a prática, começando com procedimentos mais simples e, à medida em que desenvolvia uma maior destreza, realizando procedimentos mais complexos. Fiz a prova de forma muito tranquila devido a todo esse treinamento.

Como você escolheu trabalhar com Medicina da Dor? O que mais chamou a sua atenção nesta área?

Na verdade, a primeira vez que me interessei por dor eu era R1 da clínica médica, pois percebia que a dor era subtratada. Comprei alguns livros a respeito e me dediquei a estudar o tema. Depois fiz residência em anestesiologia e, ao final, prestei a prova de Medicina da Dor, mas optei por não fazer, pois achava que era uma especialidade pouco resolutiva. Ingressei no mercado de trabalho da anestesia e deixei a dor crônica de lado, mas nos três anos em que trabalhei exclusivamente com anestesia em São Paulo, aconteceram duas coisas muito interessantes, que influenciaram muito minha escolha. A primeira foi conhecer o Dr. Charles de Oliveira e o Dr. Fabrício Assis no Einstein. Conversando e participando dos procedimentos com eles, eu pude ver a possibilidade de um tratamento intervencionista da dor com maior taxa de resolução, algo que até então eu desconhecia. O segundo acontecimento foi um episódio familiar. Minha mãe sofria de dores generalizadas, aparentemente sem solução e ia de médico em médico sem encontrar resposta. Eu me engajei em estudar o que ela tinha, fiz um diagnóstico e com o tratamento correto ela ficou sem dor.

Outra boa notícia para você neste ano foi o convite para que você se tornasse sócio no Singular. Como aconteceu este convite?

Esse foi um convite muito especial. Isso foi muito bom por vários motivos. O primeiro é o fato de eu ter sido convidado por aqueles que me inspiraram. Além disso, eu vejo que no Singular se faz uma medicina que eu sempre acreditei desde o começo da faculdade. Eu sempre pensei em uma Medicina voltada para o paciente. Ouço dos meus colegas médicos muitas queixas de como o trabalho deles acaba sendo limitado por falta de estrutura. No Singular, temos toda a estrutura que precisamos para tratar o paciente de forma global. Eu considero o Singular um projeto tão importante, tão bonito, que dá vontade de ter nascido antes só para ter começado isso junto com eles. 

Na próxima semana publicaremos a segunda parte da entrevista. Aguardem.