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Festas de fim de ano: um desafio para pessoas com dor crônica

dor natalPara muitas pessoas, o fim de ano é um período estressante. Para pessoas com dor crônica, pode haver um elemento a mais para se preocupar. Muitos se deparam com o desafio de conseguir participar das festividades e estar reunido com os familiares e as pessoas mais próximas sem que isto traga mais dor e sofrimento.

Muitas pessoas, ao pensar que não conseguirão enfrentar este desafio, acabam evitando qualquer encontro ou reunião – o isolamento nesta época pode gerar sentimentos de desesperança e uma sensação ainda maior de incapacidade. O post de hoje apontará algumas ideias a respeito de atitudes simples que podem ajudar as pessoas a aproveitarem o que este período tem de melhor: a celebração e o convívio com pessoas que são importantes para nós.

O ano está chegando ao fim e, com isso, se aproximam as festas de fim de ano. Para muitas pessoas, este é um período que traz muitas emoções, lembranças, planejamento. Muitos desses elementos podem ser estressantes para nós – nem sempre as lembranças são boas, nem sempre nos sentimos capazes de realizar o que desejamos. Ao mesmo tempo, esta época pode nos trazer diversos momentos prazerosos e de realizações: o contato com pessoas que gostamos, a comemoração por algumas conquistas no ano, o sonho em realizar novas conquistas no ano que se aproxima.

Para as pessoas que convivem diariamente com a dor, este período traz alguns desafios a mais. Certos questionamentos costumam aparecer nesta época: “será que vou conseguir participar da festa?”, “se eu estiver com muita dor as pessoas podem achar que eu não estou gostando, podem ficar tristes por eu não estar bem”, “se não conseguir comprar presentes, as pessoas vão ficar chateadas comigo”. Como agir em relação a questões tão difíceis? Uma matéria da revista americana Pain Pathways aponta 4 atitudes que podem ajudar muito neste sentido. Confira um infográfico que fizemos com as dicas da revista:

festas de final de ano

Para ler a matéria completa, em inglês, na revista Pain Pathways, o link é: http://www.painpathways.org/holidays/

 

Entrevista com Dr. André Mansano - segunda parte

andreNa segunda parte da entrevista com o Dr. André Marques Mansano, ele fala sobre o presente e o futuro da Medicina da dor e aponta alguns aspectos importantes para o paciente com dor saber em relação ao seu tratamento. Se você ainda não leu a primeira parte da conversa, clique no link: Entrevista Dr. André - primeira parte.

Blog Singular - Na sua prática profissional, quais serão as mudanças no próximo ano, pensando na sua atuação não mais como residente, mas como sócio da clínica e médico de dor certificado com o FIPP?

Dr. André - Na verdade, como o fellowship é um processo diferente de uma residência tradicional e como eu já tinha mais de dez anos de formado, eu já atendia meus pacientes. A maior diferença é que durante este período de dois anos, eu acompanhei diariamente os atendimentos do Dr. Charles e do Dr. Fabrício. Aprendi muito com a prática deles. Considero que eu encerrei o período de Fellowship, mas não acabou o aprendizado com eles. Esta é uma grande vantagem de trabalhar em uma clínica com vários profissionais. Se você trabalha sozinho em um consultório, não há ninguém para discutir os casos ou para questionar condutas. Vou continuar sempre aprendendo com eles e eles comigo.

Como você fez a escolha de estudar Medicina?

Acho que nossas escolhas profissionais acontecem muito cedo. Não vejo na minha escolha inicial algo muito fundamentado. Com um pouco de sorte, com a cabeça que eu tenho, se tivesse que escolher novamente, teria feito exatamente a mesma escolha. Desde o começo da faculdade, me identifiquei muito com a Medicina. Concordo com Malcolm Gladwell, um jornalista britânico, quando ele diz que todo grande trabalho tem três características; autonomia, complexidade e uma relação clara entre esforço e recompensa (melhora do paciente). A medicina, em especial a medicina da dor, me proporciona isso.

Qual é a sua opinião sobre a Medicina da Dor no contexto da Medicina atual?

A Medicina da Dor tem sido valorizada apenas muito recentemente e ela tem algumas particularidades, principalmente em relação à dor crônica. Primeiro, porque a dor crônica não responde e não é explicada totalmente pelo modelo cartesiano. Há muitas coisas desconhecidas, pois a dor envolve a função cerebral. É muito difícil definir e explicar a dor de uma maneira linear. Outra grande diferença do trabalho com dor crônica se refere à Medicina baseada em evidências. Para fazer um estudo de Cardiologia, por exemplo, você pega um grupo de pacientes, testa duas drogas e verifica os resultados quanto a algumas medidas objetivas. Nos estudos sobre dor crônica, isto é muito mais difícil, pois o desfecho é subjetivo, é o relato do paciente se ele melhorou ou não. Com isso, os tratamentos atuais de dor são mais pautados em séries de casos do que em estudos em larga escala. Há uma frase de um autor que diz que, apesar de precisarmos de mais evidências para os tratamentos, muitas vezes o paciente não pode esperar. Você tem que tentar resolver o problema, sempre de forma ética, moral e virtuosa, fazendo o que acreditamos que terá a maior probabilidade de melhorar o quadro.

Como você vê o futuro da Medicina da Dor? Em que ponto ela deve evoluir nos próximos anos?

A Medicina da Dor evoluiu muito nos últimos 5 anos e ainda vai evoluir mais, tanto quanto ao diagnóstico quanto no plano terapêutico. Cada vez mais técnicas novas têm surgido. Por exemplo, em relação a doenças degenerativas, que não têm cura, eu considero que hoje em dia, estamos passando uma fase de denervação, em que denervamos estruturas que causam dor. Já começamos uma nova fase que eu chamo de estimuladora, em que estimulamos regiões que vão inibir a dor. Em um futuro próximo, iremos para uma fase regenerativa, em que vamos conseguir reverter alguns processos degenerativos, como artrose e degenerações de disco intervertebral, por exemplo.

O que você acha importante para os pacientes com dor crônica saberem em relação ao tratamento?

Eu acho que a dor crônica deve ter um tratamento crônico. A primeira coisa importante é o paciente ter um dado de realidade: a dor crônica não é fácil de ser tratada, mas muitas vezes pode ser aliviada. Por exemplo, se o paciente tem uma dor na coluna secundária a uma degeneração, atualmente não podemos esperar que a causa seja curada, mas podemos esperar que a dor seja melhorada, eventualmente até eliminada se o paciente seguir o tratamento a longo prazo, preferencialmente multidisciplinar. O que vemos acontecer com frequência é, após o sucesso de um procedimento intervencionista, o paciente ter uma excelente resposta e acabar negligenciando outras facetas do tratamento, como fisioterapia e psicoterapia, porque a dor melhorou. A questão é que estas outras facetas vão dar a sustentação para que o tratamento tenha um resultado mais a longo prazo. Na dor, eu vejo que os pacientes que seguem o tratamento com mais rigor têm muito mais chances de melhorar. 

Entrevista com Dr. André Marques Mansano: novo sócio do Singular, recentemente aprovado na certificação internacional FIPP

andré editada2014 foi um ano de muitas conquistas para Dr. André Marques Mansano. Ao concluir o período de 2 anos de “Fellowship” em Medicina Intervencionista da Dor no Singular, ele foi convidado para se juntar ao quadro de sócios da clínica, ao lado de Dr. Fabrício Dias Assis e Dr. Charles Amaral de Oliveira. Além disso, em novembro, foi o único brasileiro aprovado este ano no exame para a certificação internacional em Medicina Intervencionista da Dor, o FIPP (Fellowship of Interventional Pain Practice), promovido pelo WIP (World Institute of Pain). O Blog Singular o entrevistou para saber um pouco mais sobre estas conquistas e sobre a sua trajetória profissional. Leia a seguir a primeira parte da entrevista:

Blog Singular: Dr. André, no final de Novembro você foi aprovado no exame para o certificado FIPP. Conte para nós como é o exame?

Dr. André Mansano: Esta é uma prova realizada pelo WIP em Miami, em Maastricht (Holanda) ou em Budapeste (Hungria) e visa certificar os profissionais que trabalham com intervenção em dor. O objetivo principal é saber se estes profissionais fazem os procedimentos da melhor forma, em especial se os fazem da forma mais segura possível. O principal foco é a segurança, pois sabemos que a formação nessa área é algo extremamente heterogênea.

Qual é o conteúdo dessa prova?

A prova é composta de três fases: uma fase teórica, com 100 questões de múltipla escolha, uma prova oral, em que dois examinadores do WIP apresentam casos clínicos e perguntam a respeito de diagnóstico, propedêutica e tratamento, avaliando seu conhecimento na área. Por fim, são sorteados quatro procedimentos para cada candidato realizar em cadáveres sob a avaliação de dois examinadores credenciados pela WIP.

Antes de realizar a prova, você fez os dois anos de Fellowship no Singular. Como você acha que essa experiência contribuiu para sua aprovação para o FIPP?

Acho que minha experiência como fellow no Singular contribuiu 100% para o resultado, pois foi uma formação muito sólida, desde a base teórica até a prática, começando com procedimentos mais simples e, à medida em que desenvolvia uma maior destreza, realizando procedimentos mais complexos. Fiz a prova de forma muito tranquila devido a todo esse treinamento.

Como você escolheu trabalhar com Medicina da Dor? O que mais chamou a sua atenção nesta área?

Na verdade, a primeira vez que me interessei por dor eu era R1 da clínica médica, pois percebia que a dor era subtratada. Comprei alguns livros a respeito e me dediquei a estudar o tema. Depois fiz residência em anestesiologia e, ao final, prestei a prova de Medicina da Dor, mas optei por não fazer, pois achava que era uma especialidade pouco resolutiva. Ingressei no mercado de trabalho da anestesia e deixei a dor crônica de lado, mas nos três anos em que trabalhei exclusivamente com anestesia em São Paulo, aconteceram duas coisas muito interessantes, que influenciaram muito minha escolha. A primeira foi conhecer o Dr. Charles de Oliveira e o Dr. Fabrício Assis no Einstein. Conversando e participando dos procedimentos com eles, eu pude ver a possibilidade de um tratamento intervencionista da dor com maior taxa de resolução, algo que até então eu desconhecia. O segundo acontecimento foi um episódio familiar. Minha mãe sofria de dores generalizadas, aparentemente sem solução e ia de médico em médico sem encontrar resposta. Eu me engajei em estudar o que ela tinha, fiz um diagnóstico e com o tratamento correto ela ficou sem dor.

Outra boa notícia para você neste ano foi o convite para que você se tornasse sócio no Singular. Como aconteceu este convite?

Esse foi um convite muito especial. Isso foi muito bom por vários motivos. O primeiro é o fato de eu ter sido convidado por aqueles que me inspiraram. Além disso, eu vejo que no Singular se faz uma medicina que eu sempre acreditei desde o começo da faculdade. Eu sempre pensei em uma Medicina voltada para o paciente. Ouço dos meus colegas médicos muitas queixas de como o trabalho deles acaba sendo limitado por falta de estrutura. No Singular, temos toda a estrutura que precisamos para tratar o paciente de forma global. Eu considero o Singular um projeto tão importante, tão bonito, que dá vontade de ter nascido antes só para ter começado isso junto com eles. 

Na próxima semana publicaremos a segunda parte da entrevista. Aguardem.